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24/12/2006


Assistíamos o jornal. Estava passando uma matéria sobre algum lugar do mundo que não me lembro qual. O que vem ao caso é que as pessoas de lá repetem a crucificação de cristo. Todo ano uns coitados são pregados na cruz e o ritual se repete.

Eu não pensei nada, fiquei vendo...

Alguém na sala falou:

__É que Jesus tem que morrer todo ano, se não a fé acaba.

__ ...

 

 

Escrito por Jarleo Barbosa às 02h32 PM
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Isso não é um texto

 

Mais que vazio, estou esvaziado. Não há mais nada a cantar, não agora, não já.

Os versos foram todos rimados. Se brancos, foram todos lavados. Mas sempre livres.

Minha voz, já pequena e pouca, está menor. Mal se ouve quando grito e, se sussurro, parece que me calo.

É que meu calo não é nas cordas vocais, é na voz.

Não resta nada a dizer. Dei azar de nascer depois de Fernando Pessoa, Drummond e Adélia Prado.

O que quer que eu diga será vã tentativa de redizê-los...ou remediar o já falado.

E além do que, é fim de ano, fim de um ciclo que inventaram e me deram. Eu, por educação, aceitei.

As quatro estações já roubaram de mim tantas flores que, em pleno verão,

Me faço outono e, como uma árvore, perco o pudor e me aceito pelado.

Isso não é um texto, que fique claro. É só meu desfolhar registrado.

 

 

Escrito por Jarleo Barbosa às 02h11 PM
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18/12/2006


Pudor

 

Tamanha era a ânsia com que lia, que o simples fato de molhar o dedo para passar as páginas, era um vínculo sexual entra ela e o autor.

Aquelas letras engravidavam. Ela não se esquivava, abria os poros dos seus olhos como quem se deita, ou se deixa. Ela lia, relia, se lia. Horas, horas a fio.

E já nas tantas da noite fechava o livro, se virava, dormia. Dizia ter sono.

Mas é que o fechar, era também um fechar-se. Era pudor, pudor feminino.

 

 

Escrito por Jarleo Barbosa às 07h47 PM
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16/12/2006


Os ossos do ofício...

 

E agora

O que farei das horas

Que gastava pensando em você?

 

Me dói nos ossos o ócio.

 

 

Escrito por Jarleo Barbosa às 10h11 PM
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12/12/2006


Marisa

Marisa corria
descalça
Marisa corria
E sabia
Não se pisa no chão
Se pisa no tato.

 


 

Escrito por Jarleo Barbosa às 12h03 AM
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