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13/12/2007


Carta(final)

 

(...)Minha vida toda é um pretexto pra contar histórias. Vivo de temas. E tenho mais amores que livros porque gosto mais de ler pessoas que linhas.

Quando eu era mais novo, uma menina, no recreio da escola, disse que talvez me amasse. O sol era tão bonito incidindo sobre o que ela falava que, sem que ela percebesse, eu puxei um botão no meu relógio para que os ponteiros parassem.

Minha vida toda é uma tentativa de prender o tempo, de tornar eterno o que finda. Cada segundo que se passa me soa como luto porque eu não consigo contar a história de cada segundo e a história que eu queria contar sobre tudo, vai ficando incompleta, sem fundo.

Não temo a morte porque a morte é tema, mas sofro de um medo terrível de perder o vivido. Por isso, gosto de fotos, diários, livros e fofocas.

Quando eu escrevo, parece que o lápis é o dedo do tempo rabiscando na areia.

                Eu até teria mais pra te falar, mas agora tenho que sair pra pagar uma conta e colocar essa carta no correio porque já é tarde, amanhã é feriado, depois final de semana e tal.

Eu até teria mais pra te falar, mas é tarde...

 

Escrito por Jarleo Barbosa às 03h14 AM
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04/12/2007


Carta(desenvolvimento)

 

(...)E, sabe, o mundo tem sido minha kriptonita.
tudo em volta seria verde, não faltasse cor.
Se todos os meus dias fossem como os de agora,
de duas uma: ou eu morreria, ou ainda pior;
me acostumaria.(...)

 

Escrito por Jarleo Barbosa às 11h53 PM
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